O Futuro da Terra – Planeta de regeneração

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São chegados os tempos. O mundo de provas e espiações chega perto do seu fim. Com ele, chega o mundo de regeneração. Mas em meio a essa transição toda : caos, bagunça, problemas. Sim, o momento de crise planetária é normal nessa situação. Ao mover-se em direção de mundo de regeneração, deixa a Terra para trás velhos conceitos, renova suas definições e com isso, causa-se uma inquietude.

O momento de mudança sempre cria embaraçosos, porém, necessários problemas. Pensemos na seguinte analogia: para iniciar-se a arrumação de um armário, primeiro precisa-se bagunça-lo, tirar tudo de seu lugar, causar um tipo de “caos” para depois iniciar-se a arrumação. Item a item, selecionam-se novas disposições, coisas que já não lhe servem mais são jogadas fora, novas coisas necessárias são postas em novos lugares. Analogia esta perfeita para o momento de transição da Terra.

Antes do tão sonhado mundo de regeneração é preciso, pois, que sejam reordenados os valores humanos, dentro de novas definições e novos conceitos o que causa um furor naturalmente. Mas dentro das necessidades os espíritos nos auxiliam, com a permissão de Deus, a elevar-nos os pensamentos e a olhar-nos de forma mais fraterna, condizente com a nova etapa que o planeta terra busca cumprir.

Para que se faça esta transição é necessária a mudança do eu interior de cada indivíduo que pretende pleitear o concurso de continuar como encarnante do planeta Terra. São chegados os tempos – já nos diziam os espíritos no livro dos espíritos – de que o homem de bem passará a ser o normal, o comum, e que o mal se tornará raro e menos aprazível às criaturas humanas.

Espíritas que somos temos o papel principal de exemplificar a mudança íntima aos nossos irmãos e através do exemplo, arrastar a multidão de sofredores para o caminho de amor e de fraternidade. “Fora da caridade não há salvação!” grandiosa mensagem que Kardec nos trouxe com sua codificação. A mensagem que nos revela o caminho para vencermos. Só o amor é capaz de elevar-nos e fazer-nos negar a nós mesmos.

O mundo de regeneração clama para que seus habitantes sejam voltados para o bem-estar da comunidade terrena. Esta transição é um momento diante da eternidade e para nós pode parecer o “fim dos tempos” mas não sejamos sutis na interpretação. Estamos testemunhando o “desarrumar do armário” e logo as peças estão sendo postas em seus lugares. Não mais terão a chance de reencarnar no orbe terrestre os que se comprazem com o mal, os assassínios, os maléficos. O degredo que uma vez ocorreu em Capela  planeta que entrou no processo de regeneração tempos atrás e presenteou a terra, até então mundo primitivo, com seus exilados que muito contribuíram para a evolução intelectual do planeta e com isso espiaram e elevaram-se moralmente – logo se dará com a Terra.

Nesse momento conturbado precisamos entender que será natural o desespero das criaturas, a situação tende a piorar pois o escândalo dos maus fará muito barulho a fim de tentar intimidar o bem, porém, o bem tem o aval de Deus, e por mais livre-arbítrio que se dê aos irmãos estacionados no mal, a lei de progresso é irrevogável. Depende de nós que esse progresso se de mais lento ou mais rápido. Então, busquemos a nossa melhora íntima para que nosso exemplo atinja os irmãos amados e para que a fraternidade reine no planeta.

Para finalizar este breve estudo sobre os mundos de regeneração, iremos estudar o que Kardec nos trás em “O evangelho Segundo o espiritismo”, no capítulo III, itens 16 a 18:


MUNDOS REGENERADORES
16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio.
Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.
17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se.
Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.
Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.
18. Mas, ah! Nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. – Santo Agostinho. (Paris, 1862)


Que maravilhoso panorama nos aguarda, meus irmãos. Tenhamos pois, fé, muita fé no futuro da humanidade pois estamos construindo paragens novas onde há de se reinar a iniciativa do bem na coletividade que habita o planeta e tão logo passe o período de conturbações, chegará o período de colher os frutos que plantamos com amor e dedicação. Muita paz a todos!

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Um comentário sobre “O Futuro da Terra – Planeta de regeneração

  1. De que maneira espíritas cristãos conseguirão caminhar na direção do Mundo de Regeneração, carregando animais mortos em seu ventre, negando-lhes o direito à vida e à felicidade, os mesmos nossos, eis a questão.
    Não. Não estamos cumprindo integralmente nossos deveres de cristãos, por mais nos doa reconhecer esta verdade; se é certo que não matamos com as próprias mãos e nem decapitamos com a energia do nosso braço os animais da Criação, aprovamos em silêncio e isso nos identifica: se concordamos com a morte deles, somos cúmplices e responderemos por isso.
    Inexplicável que mãos que colhem flores, penteiam crianças e alimentam velhos, se permitem destrinchar pedaços de seres amorosos e bons, separando pernas e cabeças, cozinhando orelhas, gargantas, rabos, pés e intestinos deles no caldo preto e nauseabundo chamado feijoada, um prato típico servido até mesmo nas Instituições Beneficentes de auxílio a órfãos ou idosos, nos almoços fraternos, sem fraternidade alguma para com os mortos.
    Ou será que estamos plenamente liberados para pisar o chão desse Mundo Regenerado, com nossas sandálias empoeiradas pelo Caminho difícil, negando à espécie animal o direito de caminhar junto de nós? Eles, os amigos confiantes e leais, cientes de que os conduzimos para a felicidade de ESTARMOS JUNTOS, sem o sobressalto de quem foge ou a maldade de quem persegue, na direção desse Mundo de Regeneração com que sonhamos e acreditamos fazer jus, mas nem sempre merecemos, caso os animais não façam parte dele TAMBÉM, VIVOS.

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