A Necessidade da Reforma Íntima

 

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Para nós espíritas nada se torna mais constante dilema do que a constante lembrança da necessidade da reforma íntima. Mas afinal o que seria a reforma íntima? estamos realmente entendendo o que precisamos e como precisamos realizar este importante passo para nossa evolução?

Os espíritos nos falam sobre a importância do homem encontrar nele mesmo suas má condutas e suas tendências inferiores para nelas trabalhar a fim de colher os frutos de sua boa vontade e sua disciplina ante as provações e à responsabilidade enquanto espírito encarnado de progredir moralmente. Com isso, temos então a missão de todas as vidas. A evolução espiritual demanda caridade para com as imperfeições alheias, o que talvez seja o ato mais difícil atualmente. Vivemos uma época em que erros não são perdoados e mágoas são eternizadas.

Não temos nenhuma responsabilidade sobre como os outros lidam com alguma situação mas temos o DEVER de lidar com esta situação da melhor maneira possível. Sendo caridosos e buscando, na dúvida, o nosso maior exemplo de homem de bem que seria Jesus Cristo. Se pensarmos como o Mestre agiria na situação que estamos nos deparando a resposta pode ser a solução que tanto buscamos.

“Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.”

(Francisco Cândido Xavier)

A reforma íntima não é uma conquista que se forja da noite para o dia. Demanda tempo, boa vontade, disciplina e esforço incessante de nossa parte. Muita resignação e luta contra nossas próprias tendencias inferiores e principalmente estar vigilante para seus defeitos e ter foco na tarefa de se melhorar. Ao outro cabe somente a ele mesmo buscar a própria reforma íntima, a nós, a responsabilidade é somente sobre nossas atitudes.

“Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa, o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios, o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres, a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação – é você mesmo.”

(Francisco Cândido Xavier)

Como espíritas ainda temos uma vantagem: Esclarecimento. Sabemos o porquê e o como de tudo que vivenciamos o que nos facilita ter o entendimento e a resignação necessárias em tantos casos de nossa vida cotidiana. Podemos entender as antipatias naturais e o atraso alheio, a grosseria e a brutalidade de outros irmãos que podem estar vivendo situações que não possuem talvez o melhor equilíbrio necessário para vivencia-las. Sabemos reconhecer em nós mesmos também nossas imperfeições e reconhecendo-as podemos trabalhar de forma mais proativa em corrigi-las. Temos tanta informação trazida pelos espíritos bem feitores que fica difícil – apesar da nossa natureza imperfeita – querer responsabilizar outrem por nossos próprios fracassos e deméritos.

Sendo assim, busquemos irmãos esclarecer-nos de nossos defeitos, entende-los e corrigi-los, sendo sempre o melhor que pudermos ser para que nossa evolução espiritual se dê o mais rápido e o melhor possível. Quanto antes nós entendermos a necessidade de nos melhorar para que assim o mundo melhore em seguida, antes o planeta terra será um mundo onde reinará a paz do reino dos céus!

Agora deixemos que nosso amado Chico nos dê 20 pequenos passos para a reforma íntima:

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20 exercícios para a reforma íntima

1. Executar alegremente as próprias obrigações.
2. Silenciar diante da ofensa.
3. Esquecer o favor prestado.
4. Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
5. Emudecer a nossa agressividade.
6. Não condenar as opiniões que divergem da nossa.
7. Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8. Repetir informações e ensinamentos sem qualquer
azedume.
9. Treinar a paciência constante.
10. Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem
biografar nossas dores.
11. Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
12. Desculpar sem desculpar-se.
13. Não dizer mal de ninguém.
14. Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
15. Alegrar-se com a alegria dos outros.
16. Não aborrecer quem trabalha.
17. Ajudar espontaneamente.
18. Respeitar o serviço alheio.
19. Reduzir os problemas particulares.
20. Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

(Francisco Cândido Xavier)

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A pena de morte – Visão Espírita

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Que estamos passando por um momento de transição planetária nenhum espírita discorda. Porém ultimamente temos esbarrado em opiniões adversas sobre como lidar com as situações que nos põe a toda prova. Uma dessas situações é sobre a violência que vivenciamos a cada dia.

Sabemos que em muitas nações do planeta terra uma das condenações legais é a Pena de Morte. Mas para o espiritismo é certo a morte de um ser humano pelas mãos de outro ? e se este ser humano causou tanto mal seria a melhor opção mante-lo vivo ?

Iremos nos respaldar sempre por Allan Kardec e sua codificação principalmente e no livro dos espíritos os espíritos abordam o tema pena de morte nas perguntas 760 a 765, no que nos fazem refletir sobre a necessidade do desenvolvimento humano abolir estas práticas bárbaras da sociedade como um todo.

  1. A pena de morte desaparecerá um dia da legislação humana?

      — A pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra. Os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens. Falo de uma época que ainda está muito longe de vós.

  1. A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar a sua própria vida; não aplica ele esse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso?

     — Há outros meios de se preservar do perigo, sem matar. É necessário, aliás, abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento.

Para quem se questionar sobre os casos de pessoas aparentemente imutáveis à maldade oriunda de suas próprias atitudes e pensamentos lembremo-nos que a Lei de progresso é uma marcha incessante e se no momento aquele irmão encontra-se no erro, um dia, há de se redimir e espiar aqueles erros e não cabe a nenhum de nós abreviar a sua vida para tal. Aliás, abreviar a vida de outrem é ferir a Lei de conservação humana e criar débitos à sua vida.

Sabemos existir mortes que seriam “menos” culposas do que outras pois sendo Deus justo e bom não poderá julgar atos diferentes com o mesmo peso. Sabemos através do estudo do livro dos espíritos que a morte oriunda da legítima defesa é menos grave conforme a situação e os meios que dispunham quem usou-se desta situação. Mas no caso da Pena de morte ? seria uma legítima defesa ?

Os espíritos nos esclarecem que a todo homem é dado a oportunidade do arrependimento e uma nova chance para que se aplique os ensinamentos obtidos em erros pretéritos, assim, se define a reencarnação. Se de Deus vem esta demonstração infinita de justiça porque entre nós seria diferente ? O esquecimento de vidas Esquecimento de vidas passadas não seria ,pois, Deus nos entregando uma segunda chance, livre da vergonha e da miséria causadas por um julgamento eterno e injusto ?

Se pautarmos nossos pensamentos conforme Cristo veremos que o revanchismo que encontramos livremente sendo aclamado por redes sociais, políticos, figuras públicas, etc, nada mais é do que a nossa natureza inferior demonstrando o quanto estamos longe dos ensinamentos sublimes de Jesus “amar ao próximo como a ti mesmo”. Ora, sendo o próximo um criminoso e nos pondo em seu lugar, não gostaríamos , pois, de uma chance de reverter nosso erro ? A pena de morte é a volta do reinado do medo. O espiritismo nos traz o consolador e o esclarecedor. O espírita não teme a Deus, do contrário, compreende-O e assim ama-O com uma certeza irrefutável de seus desígnios.

Por isso, para o espiritismo, a pena de morte terá sua data de validade atingida conforme a humanidade evoluir e entender que o perdão não retira a culpa, apenas auxilia na recuperação de quem caiu no erro e que a justiça divina não falha. No passado nós mesmos já fomos bandidos, estupradores, assassinos e por quantas vezes não lembramos do quanto imploramos por uma segunda chance … Sejamos hoje essa voz de sabedoria que clama aos homens um olhar compreensivo e humilde para os irmãos desafortunados.

De vez em quando aparece alguém que, em virtude de algum problema social mais grave – a violência, por exemplo, – pede a pena de morte. O senhor concorda?

CHICO XAVIER: A pena deveria ser de educação. A pessoa deveria ser condenada mas é a ler livros, a se educar, a se internar em colégios ainda que seja, vamos dizer, por ordem policial. Mas que as nossas casas punitivas, hoje chamadas de casas de reeducação, sejam escolas de trabalho e instrução. Isto porque toda criatura está sentenciada à morte pelas leis de Deus, porque a morte tem o seu curso natural. Por isso, acho que a pena de morte é desumana, porque ao invés de estabelecê-la devíamos coletivamente criar organismos que incentivassem a cultura, a responsabilidade de viver, o amor ao trabalho. O problema da periculosidade da criatura, quando ela é exagerada, esse problema deve ser corrigido com educação e isso há de se dar no futuro. Porque nós não podemos corrigir um crime com outro, um crime individual com um crime coletivo.

Do livro: Chico Xavier – Mandato de Amor, editado pela União Espírita Mineira.

A doutrina espírita é clara quanto a necessidade de nos desapegarmos das remanescências de nossa barbaridade e elevarmos nossos pensamentos a soluções crísticas para as diversas situações problemáticas que nos encontramos em momento de transição planetária. Ter esperança no progresso espiritual é a certeza da vida futura, proclamada pelo espiritismo como a certeza de que amanhã tudo será melhor do que hoje. Por isso, meus irmãos, sejamos mensageiros de cristo ao trazer a boa nova através de nossos atos e nosso testemunho de fé ante aos perigos da atualidade.

Que não mais sejamos nós a oferecer a outro o sofrimento e que na terra, como descrita no livro dos espíritos possa se estabelecer o reino de paz.

Muita paz!

Fora da Caridade não há salvação

CARIDADE

A máxima do espiritismo nunca foi tão propagada nos meios de comunicação espirita como tem sido feito atualmente. Diariamente vemos o aumento do número de obras sociais, instituições de caridade – espíritas ou não – de projetos de doações material, de trabalhos voluntários de toda sorte. Afinal o Cristo desde sempre nos chamou para o trabalho na seara do bem, desde os seus 12 apóstolos que seriam o seu evangelho vivo a se propagar e a trazer à humanidade a sublime lição de amor e de serviço ao próximo em conformidade com as leis divinas.

Por isso, espíritas que somos, devemos sempre estar com o coração intimamente ligado com a caridade e a benevolência, Indulgentes às imperfeições alheias. Não nos tomaremos de ódio ou de rancores, nem de contendas sem fim edificante. Estaremos sempre à rigor do cumprimento disciplinado e sereno da caridade, seja em doações materiais e – principalmente – de doações emocionais : um sorriso, um abraço, uma palavra amiga…

O evangelho segundo o espiritismo nos fala da benevolência e da caridade como no trecho abaixo transcrito:

[…]Caridade! Sublime palavra que sintetiza todas as virtudes, és tu que hás de conduzir os povos à felicidade. Praticando-te, criarão eles para si infinitos gozos no futuro e, quando se acharem exilados na Terra, tu lhes serás a consolação, o prelibar das alegrias de que fruirão mais tarde, quando se encontrarem reunidos no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de satisfação de que gozei na Terra. Que os meus irmãos encarnados creiam na palavra do amigo que lhes fala, dizendo-lhes: “É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida.” Oh! quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo de vós; vede que de misérias a aliviar, que de pobres crianças sem família, que de velhos sem qualquer mão amiga que os ampare e lhes feche os olhos quando a morte os reclame! Quanto bem a fazer! Oh! não vos queixeis; ao contrário, agradecei a Deus e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro por todos os que, deserdados dos bens desse mundo, enlanguescem na dor e no insulamento! Colhereis nesse mundo bem doces alegrias e, mais tarde… só Deus o sabe!… – Adolfo, bispo de Argel. (Bordeaux, 1861.)

(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.XIII , item 11)

Neste trecho o espírito Adolfo de Argel nos exalta os princípios sublimes da caridade. Suas elevadas diretrizes e seus efeitos benéficos para a alma daquele que a pratica. Sabemos por meio de muitos testemunhos de espíritos que a caridade salva não somente o assistido como também aquele que assiste ao irmão necessitado.

A caridade real que Jesus nos ensinou consiste em agir com boa vontade e bondade no auxílio de outros irmãos mais necessitados tanto materialmente  quanto espiritualmente. Não é necessário para praticar da caridade nenhum atributo especial. Não precisamos ser ricos, ou dispormos de tempo de sobra. Muitos culpam a falta de tempo como motivo para não praticar a caridade mas já pararam para pensar que a caridade que podes aplicar pode ser um simples gesto? Um bom dia ao porteiro que pode estar precisando de um sorriso para melhorar dos seus problemas que carrega, ou ceder o seu lugar no transporte público a alguém que nitidamente está precisando de auxílio. O chamado para a prática do bem vem nos momentos em que menos esperamos e nestas horas que precisamos estar vigilantes para que possamos servir a Deus nos seus desígnios justos e perfeitos.

Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por  pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia. Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: “Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora sou feliz.”

(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII , item 10)

Na duvida de como proceder sobre a caridade basta nos perguntarmos “o que eu gostaria que me fosse feito se eu estivesse nesta situação?” talvez a resposta possa nos surpreender e nos trazer a tona uma importante reflexão e um divino aprendizado. A caridade nos traz a humildade, a aceitação e a noção das bençãos que possuímos frente a irmãos tão menos afortunados na atual existência.

É através da benevolência para com o próximo que podemos chegar também a reforma íntima – a mudança interior de nossas atitudes e nossos atos – a fim de alcançarmos uma melhoria moral de nosso espírito. Doenças, perda de entes queridos, dependência química, fome e todo tipo de misérias humanas. É nos deparando com situações difíceis e vendo irmãos que passam por isso sem deixar de sorrir e de ter esperança que percebemos o quanto devemos ser gratos por nossa vida ter mais oportunidades.

Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: “Amai-vos uns aos outros.”

(Evangelho segundo o espiritismo Cap. XIII, item 12)

A caridade sincera e anonima é a prova de que o Cristo vive em nós. Não devemos buscar reconhecimento ao sermos caridosos, apenas esperemos de nós o que DEVEMOS ser e dos outros a cada conforme a sua semeadura.

Dá sem exigirdes nada em troca. Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa
mão direita.

[…]A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral.[…]

(Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII , item 9)

Muitas vezes poderemos encontrar precalços no caminho do bem porém o servo fiel do divino mestre sempre anda a sorrir o sorriso dos justos, o caminhar suave pois nele já se instaurou o reino de Deus porque – de forma otimista e com muita convicção – nele repercute a máxima :

Fora da caridade não há salvação! Muita paz!

Fonte: E.S.E Cap.XIII

Porque devemos perdoar?

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Quantas vezes nos deparamos com situações em que o próximo nos ofende, nos calunia e nos humilha? quantas mágoas guardamos de irmãos menos esclarecidos ou de pessoas que acabam se descontrolando e descontando em nós toda a amargura que sentem?

Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
Matheus 18:21-22

Entendemos pois que o perdão segundo Jesus Cristo, nosso mestre, seria algo extremamente importante para a nossa marcha no progresso espiritual. Listamos alguns motivos pelos quais isso seria verdade:

Quem perdoa se liberta

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O perdão é uma das coisas mais libertadoras que alguém pode fazer. A falta de perdão é como uma pedra amarrada na perna de alguém, que a arrasta para o fundo do mar. Aquele que perdoa tem em si quebradas as correntes do rancor, da mágoa, do ódio e da vingança.

Simplesmente a pessoa ao perdoar se livra de um peso que não merece e nem precisa carregar. Imagine pois que se um irmão de caminhada lhe ofende de que ajudaria tanto a ti quanto a ele guardar rancor de uma situação que nada poderá mudar? Acaso somos tão perfeitos assim que não cometemos erros e também decepcionamos outras pessoas? e se fosse o inverso não gostaríamos de ser perdoados para que possamos melhorar enquanto espíritos em evolução? Devemos sempre pensar que um dia somos vítimas mas também poderemos noutro ser algozes.

Quem perdoa evolui

Essa questão é tão importante quanto a anterior. Imaginemos que para perdoarmos quem nos ofendeu precisamos de pelo menos um pensamento voltado para a empatia e a caridade e sendo esta última a salvação mencionada por Allan Kardec temos então através do perdão sincero uma ferramenta de grande valor para a evolução moral e espiritual do indivíduo.

Quem perdoa cria laços

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Pode parecer difícil ,no momento, para cada um de nós entender essa expressão afinal, quem criaria laços com o assassino que tirou a vida de um ente querido? Pois bem meus irmãos, não é necessariamente um laço de amor como o que vivemos com os espíritos afins. Porém entenda que, ao perdoar, você se torna diretamente responsável pela sua evolução e a evolução do ser que você acaba de perdoar. Este ato de caridade não reflete somente em quem perdoa mas também em quem se beneficia deste perdão. 

Por vezes um ato de perdão pode ser o estopim para uma mudança interior tão sensível em um indivíduo brutalizado que o seu laço com aquele pequeno salto espiritual será eterno.

Sinto dificuldade em perdoar…o que devo fazer?

Simples: Ore! ore muito, Deus em sua infinita compreensão e justiça sabe que cada um de nós tem suas limitações e ele não espera que ignoremos isso. Para Deus o valor do perdão se dá quando este é realmente sincero e faz a ofensa virar ensinamento e a mágoa virar compreensão e amor. 

Se acaso um irmão vos ofendeu e não consegues perdoa-lo, ore e peça a Deus que seu espírito tenha compreensão para que um dia possa perdoar o infeliz ato que possam ter praticado contra ti. lembre-se por vezes você também foi quem precisou de perdão.

Exercitamos o perdão meus irmãos e esperemos que Deus nos perdoe sempre que cometermos nossos erros tão necessários à nossa evolução. Muita Paz!

O Casamento na visão Espírita

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Sem dúvida um dos assuntos mais procurados na página tem sido problemas conjugais e se isso pode ser motivado pro influências espirituais. Bem : sim e não.

Sabemos que o casamento é uma lei de evolução e progresso da natureza como listado na pergunta: 

695. O casamento, ou seja, a união permanente de dois seres é contrária à lei da Natureza?

      — É um progresso na marcha da Humanidade.

Logo entendemos que o casamento é uma das formas de crescermos e evoluirmos espiritualmente de forma a entender nossas qualidades e nossos defeitos junto de um outro ser que escolhe a nossa companhia como a do espírito afim de se evoluir conjuntamente.
Existem casamentos missionários, onde o par é de espíritos amigos e que realmente se amam e buscam o aperfeiçoamento de suas habilidades, rever seus débitos e quita-los a fim de se desprender dos laços materiais que nos atrasam em busca de uma evolução.
E existem os casamentos onde são prioritariamente de provas e espiações. Onde reside a necessidade urgente de se estabelecerem laços, reverem problemas do passado e ajustar-se perante a lei universal.

Muita gente se pergunta: “qual seria o meu tipo de casamento?”. Bom, isso é difícil se precisar, visto que inúmeros fatores corroboram para o tipo de relação entre os espíritos numa encarnação. Uma coisa é fato, nada acontece atoa e tudo tem uma necessidade de ser. Se você está com alguém agora é porque isso estava no seu plano reencarnatório e – bom ou ruim – era uma necessidade da sua vivência. Desde que nos envolvemos num relacionamento com uma pessoa criasse um laço espiritual. Normalmente esses laços são programados pela agenda reencarnatória do indivíduo, mas existem casos em que isso é modificado durante a vida ou até mesmo adiado ou adiantado.

A questão mais importante é talvez a de diferenças entre o casal que levam normalmente a brigas e a acumulações de débitos. Segundo os espíritos o casamento é o que nos agrega valores emocionais e espirituais e nos difere dos animais na questão de reprodução e vivência. Nós com nossa capacidade intelectual somos capazes de nos compreender, viver e aprendermos juntos. O ser humano é com certeza um indivíduo que nasceu para viver em sociedade e conforme esta evolui, esse se torna melhor devido à troca de experiencias e sensações, elevando nosso acumulo espiritual de experiencias diversas.

Como-lidar-com-a-crise-na-vida-a-doisEstou com o relacionamento em crise, o que fazer?

Bom como todo espírita sabe, ante a qualquer problema devemos orar e pedir serenidade acima de tudo para as resoluções de nossas provações. Muitos de nossos problemas são meras criações de nossas ansiedades em busca de alguma paixão ou sentido. Esquecemos porém dos sentimentos envolvidos em um relacionamento seja ele de qual teor for e , no caso, um casamento que é a união entre dois espíritos a fim de crescer mutuamente numa jornada difícil seria um crime grave agir por egoísmo de forma a violentar o sentimento alheio. Pede-se que existe respeito antes de tudo e que a admiração nunca sesse durante os anos de convivência. 

Neste ponto chegamos a um fator que influenciou a criação deste artigo: a influência espiritual. Bem inúmeros casos de influência espiritual tem nos mostrado que em qualquer questão de nossa vida estamos sempre sendo influenciados pelos espíritos e pelos outros. Certamente obsessores ou espíritos mais atrasados tentando de certa forma frear a nossa evolução moral podem nos colocar ideias de medo, raiva, rancor ou criar até mesmo mecanismos obsessivos mais pesados a fim de nos desviar do caminho do bem. Isso tudo pode ocorrer e não há como fugir de certa forma estamos todos fadados a receber essas influências. Podemos apenas nos proteger disso frequentando casas espíritas, mantendo o ambiente no lar sadio e com o padrão vibratório alto. Focar nas qualidades é dever de todo casal que pretende estar junto.

É claro também que nem tudo que nos acontece é somente espiritual e podemos estar passando por dúvidas intimas que não seriam “culpa” de nenhuma espiritualidade a não ser a de nós mesmos. Neste caso necessitamos ouvir a voz do coração, que seria nossa alma se comunicando conosco, através do silêncio em prece nos alertando e enviando sinais do como proceder nas questões aflitivas de ordem matrimonial. 

Uma boa metáfora é a da balança. Sempre que estiver com um problema que envolva atitudes de outrem busque pesar numa balança um bloco no lado esquerdo para o mal e o outro no direito para o bem. Cada bloco será uma atitude boa (direito) ou ruim (esquerdo) que você colocará nesta balança. Se fizermos isso com raiva ou rancor perceberás que esqueceremos sempre as coisas boas e lotaremos o lado ruim de “blocos”. Mas se fizermos de forma equilibrada teremos a balança mais próxima do real possível e isso poderia ser uma forma de pensarmos todas as nossas mazelas físicas e espirituais. SERENIDADE é a palavra chave ante as dificuldades enfrentadas.

E quem não quer casar ou pretende viver sozinho?

Mas há quem diga que não nasceu para viver com outras pessoas ou que prefira viver sozinho. O livro dos espíritos de Allan Kardec nos fala na pergunta: 

698.0 celibato voluntário é um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus?

     — Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos.

699.O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade?

     — Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.

Comentário de Kardec: Deus não se contradiz nem considera mau o que ele mesmo fez. Não pode, pois, ver um mérito na violação de sua lei. Mas se o celibato, por si mesmo, não é um estado meritório, já não se dá o mesmo quando constitui, pela renúncia às alegrias da vida familiar, um sacrifício realizado a favor da Humanidade. Todo sacrifício pessoal visando ao bem e sem segunda intenção egoísta eleva o homem acima da sua condição material.

Nesse trecho, Kardec e os espíritos nos esclarecem que não existe mérito em viver uma vida solitária e egoísta e que fugir do casamento por meros caprichos seria uma afronta a lei natural. Mas ressalta que há casos em que o celibato é dado por motivo nobre e muito altruísta o que eleva esta atitude a uma doação de sí para a humanidade ou para o progresso geral.

Como proceder então em um casamento de forma que estejamos aplicando a lei de Deus?

cccAntes de qualquer coisa : Com amor. o Amor não possessivo, mas o amor que liberta. O amor que entende as aflições alheias e busca a evolução e não a paixão. Entendamos que o espiritismo é contra o divórcio até o ponto em que a união já não tenha mais respeito e que manter-se unido o que pode levar a riscos a um dos dois será preferível que se separe o que pode acabar muito mal.  Mas nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Moisés, pela dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres”? Isto significa que, desde os tempos de Moisés, não sendo a mútua afeição o motivo único do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Mas acrescenta: “ no princípio não foi assim”, ou seja, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e orgulho, e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, fundadas na simpatia recíproca e não sobre a vaidade ou a ambição, não davam motivo ao repúdio.

Seja qual for os problemas que atravessem em seus casamentos, se eles irão terminar ou não, se buscarão a mudança ou não. Meus amigos lembrem-se de uma coisa somente, segundo Jesus, tudo pode ser vencido apenas repetindo 3 atitudes simples porém muito difíceis para nós:

AMA, PERDOA E CONFIA!

Muita paz!

O que significa ser criança para o espiritismo?

Image of happy boys and girls lying on a green grass

A infância é para nós momento tão especial e tão único que não há quem não possua alguma boa recordação da sua infância, mas afinal…

O que significa ser criança para o espiritismo?

Na primeira fase da vida somos crianças. Não por acaso, ao nascer, nascemos pequenos, frágeis e lindinhos. Kardec explica no Livro dos Espíritos, que o esquecimento do passado ocorre de forma providencial na reencarnação da criança, uma vez que, se os pais reconhecem no bebê de colo o inimigo do passado todo o resgate estaria comprometido. A ciência explica que a fragilidade do bebê leva não apenas a mãe, mas todos que o rodeiam a ter cuidados especiais e uma maior atenção.

Conforme cresce, a criança aprende com os pais conceitos de como se portar em sociedade, moral e atitudes. Algumas dessas atitudes são trazidas como parte de sua memória de vidas passadas, necessitando da atenção dos pais para corrigi-las ou incentivá-las.

O tempo passa, e a criança ao entrar na adolescência inicia seu processo de experiências próprias, com base em ensinamentos transmitidos pelos pais e com os apreendidos do convívio social. Cabe mais uma vez a supervisão dos progenitores, para que tudo corra bem, mas agora não na posição de “sabemos o que é melhor para você” e sim de “acho que se você fizesse desse jeito poderia dar certo”.

Ok, e o papel da Doutrina Espírita nessa história?

A Doutrina Espírita não foi feita apenas para uma faixa etária, ou um tipo de cultura. Pelo contrário, seu caráter universal serve como norteador em qualquer momento da vida. Na infância, a Evangelização Infantil, aliada às instruções paternas, desempenham seu papel na formação da criança. O papel do Evangelizador durante a primeira infância é levar às crianças os primeiros sentidos de moralidade e regras de convívio social, segundo o espiritismo.

Dividir brinquedos e atenção com os colegas, o sentido da prece como forma de falar com Deus, a não existência da morte, boas maneiras, respeito aos mais velhos, preservação do meio ambiente, normas de bem estar social. Tudo isso é ensinado. Em um segundo estágio, a criança interage com a escola, e em outras situações com a sociedade. A Evangelização mais uma vez direciona aqueles primeiros aspectos de convívio social, e introduz os primeiros conceitos da reencarnação. Daí para frente caminha-se em direção da filosofia espírita, da reflexão dos ensinamentos da família e do centro comparados com os apresentados pela sociedade e pelas diversas experiências.

Por meio desta conscientização da Evangelização, da família e do contato com o espiritismo desde as primeiras fases da vida, a formação de um homem de bem se encontra a meio caminho andado. Basta então a vontade do indivíduo em fazer o bem. As sementes já estão lá, lançadas pelos pais e evangelizadores.

Afinal ser criança é dar início a uma nova jornada de lutas e aprendizados! Feliz dia das crianças aos nossos filhos, seres aos quais Deus nos confiou para o auxílio evolutivo. Muita paz!

O espiritismo tem Dogmas?


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Mais um artigo sobre conhecendo o espiritismo. Neste abordaremos a seguinte questão : O espiritismo tem dogmas?

Muito se sabe que a maioria das religiões possuem certas verdades incontestáveis e muita das vezes sem uma explicação que por lógica seja aceita por muitos fiéis. O dogma é uma crença estabelecida por uma religião ou uma doutrina que é considerada como ponto fundamental e indiscutível. ponto chave que não aceita indagações ou ponderações.

Vemos muito isso conforme frequentamos diversas religiões. Chegamos a um ponto que se perguntarmos o porquê de tudo chegaremos a um dogma religioso. Isso vem do fato de muitas religiões sere interpretações de outras religiões ou de textos que foram transcritos por homens.

O espiritismo não possui dogmas visto que a qualquer pergunta existe uma resposta lógica e correta conforme a forma de pensar do homem. Isso se deve ao fato de Allan Kardec ter tido cuidado impecável ao montar as 5 obras básicas, para que não falta-se absolutamente nada em seus estudos. Kardec para evitar que a ambição e orgulho humanos manchassem o seu trabalho utilizou-se de uma interessante e engenhosa forma de se escrever o livro dos espíritos por exemplo.

Ele enviava para médiuns dos cinco continentes as mesmas perguntas e analisava as respostas. usando-se desta forma de obter as respostas dos espíritos somente assim ele seria capaz de receber a real instrução dos espíritos e descartar o que divergisse por qualquer motivo.

Assim Kardec devassou os conhecimentos humanos sobre a vida, a moral, ciência e fé de forma que os espíritos pudessem nos responder a tudo conformo nosso grau de adiantamento moral e intelectual. Somente a uma pergunta os espíritos não nos puderam ter a resposta mais completa e mesmo assim a resposta já é muito mais concreta e aceitável que a ideia que todas as religiões pregam como dogmas.

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1- Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

Ao responder o que é Deus os espíritos nos dizem “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” (livro dos espíritos, pergunta 1). Pela nossa pobreza de linguagem os espíritos não nos teriam como nos dar definições mais precisas sobre Deus, etão deixam-nos com a descrição geral, do seu caráter imediato e visível às fronteiras do pensamento humano.

4 -Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

O espiritismo veio como consolador prometido pro jesus a fim de devastar as dúvidas que envolviam seus dicípulos após sua partida, enfrenta à contramão a má tendência dos espíritos ainda atrasados que encontram na humanidade amplo campo de aperfeiçoamento de seus planos contrários à marcha incessante para o progresso. Por isso devemos manter a fé inabalável nas palavras recebidas por Allan Kardec e vivencia-las em nossas vidas para que possamos ser também nós – assim como o espiritismo- uma luz que ilumina as trevas, esperança para o futuro, verdadeiros irmãos da política divina do bem. Muita Paz!