Os Fluidos Espirituais

fluidos

O estudo dos fenômenos espíritas fez-nos conhecer estados de matéria e condições de vida que a Ciência havia longo tempo ignorado. Ficamos sabendo que, além do estado radiante, a matéria, tornada invisível e imponderável, se encontra sob formas cada vez mais sutis que se denominam fluidos. À medida que se rarefaz, adquire novas propriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente; torna-se uma das formas da energia.

Esta força, gerada pelo próprio Espírito encarnado ou desencarnado, tem sido designada sob os nomes de força ódica, ( Cientistas do século XVIII, a exemplo do Coronel De Rochas, provaram que o corpo ódico é o intermediário entre o Perispírito e o corpo físico. Atualmente esse corpo é mais conhecido como duplo etérico), fluído magnético, força elétrica, força psíquica e, mais recentemente, de Bioenergia. É através dessa energia específica que os Espíritos interagem uns com os outros e exercem a sua influência no mundo corpóreo.

Conceitos Básicos

Em O livro dos Espíritos , pergunta 27, dizem os benfeitores espirituais que todas as coisas que existem no Universo podem ser sistematizadas em três elementos fundamentais denominados de “TRINDADE UNIVERSAL” Esses elementos são:

DEUS – ESPÍRITO – MATÉRIA

Deus: a causa primária, a inteligência suprema, cuja natureza não nos é dada conhecer, agora; Espírito: o princípio inteligente, uma “energia pensante”, com inteligência e moralidade próprias; Matéria: que na definição espírita é “tudo sobre o qual o Espírito exerce a sua ação.” Observa-se, portanto, que o conceito espírita de matéria transcende à definição da física oficial (tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço). Se retirarmos do Universo os Espíritos e Deus, tudo o que restar é matéria.

Reconhece-se três tipos de matéria:

a) Matéria Ponderável: é a matéria do mundo físico, que preenche o mundo dos encarnados e dá origem aos corpos físicos;

b) Matéria Imponderável: é a matéria do mundo espiritual, num tônus vibratório mais elevado que não nos é dado perceber. Forma o perispírito, as construções do mundo espiritual e os fluidos espirituais.

c) Fluido Cósmico Universal (FCU): é a matéria elementar primitiva, dispersa por todo o Universo. Uma matéria extremamente sutil, cujas modificações e transformações vão constituir a inumerável variedade dos corpos da natureza. É nesse elemento primordial para a vida, que vibram e vivem todos os seres e todas as coisas: constelações e sóis, mundos e almas, como peixes no oceano. A manipulação desse fluido pelos Espíritos através de seus pensamentos e sentimentos, vai dar origem aos fluidos espirituais.

Mecanismo de formação

O benfeitor André Luiz define Fluidos Espirituais como sendo “um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, de vez que podemos defini-lo até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante do Criador, esparsa em todo o cosmos, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.”

Observa-se pela definição de André Luiz que todo um processo dinâmico e complexo envolve a formação dos Fluidos Espirituais. Ao ser absorvido pelo corpo espiritual, o Fluido Universal será manipulado na mente. A mente humana, sediada no Centro Coronário é um brilhante laboratório de forças sutis, onde o pensamento e a vontade estão aglutinando as partículas do Fluido Cósmico Universal e dando a elas as suas próprias características. O Fluido Espiritual específico da individualidade, será distribuído por todos os centros de força, ocupará as regiões mais íntimas do perispírito e ao se exteriorizar para fora da organização espiritual irá constituir a aura, distribuindo-se, logo após, pelo ambiente, formando a atmosfera espiritual do local.

A Aura

A aura é o resultado da difusão dos fluidos espirituais para além da organização perispiritual. Forma em torno do Espírito um envoltório fluídico, de cerca de 20 a 25 cm a partir da superfície do corpo, segundo Hernani Guimarães de Andrade, e vai se constituir no retrato de nosso mundo íntimo. O que somos, o que pensamos e o que sentimos será fielmente retratado em nosso campo áurico. Todos os elementos da natureza possuem a sua aura típica, mas será no homem, devido aos seus diversos estados de sensibilidade e afetividade, que as irradiações áuricas irão sofrer as mais profundas modificações.

No ano de 1939, o técnico em Eletricidade Semyon Kirlian, coadjuvado por sua esposa Valentina, na Rússia, construiu uma câmara elétrica de alta freqüência na qual se pode obter fotografias das auras. Denomina-se KIRLIANGRAFIA a técnica que hoje estuda e interpreta a aura humana.

Nos dias atuais, existem muitos trabalhos de registro dessas irradiações áuricas, mostrando, muitos deles, as mudanças do campo áurico relacionadas aos diversos estados emocionais, como também as mudanças relacionadas às condições de saúde e enfermidade. Acredita-se que, no futuro, o estudo da aura, através da fotografia Kirlian, venha a ser de grande utilidade na Medicina, na Psicologia e em muitas outras áreas da Ciência oficial, no entanto, no presente momento, apesar de inúmeras observações, ainda não se chegou a conclusões precisas de como interpretar as modificações desses campos e seus respectivos reflexos na zona física, principalmente em suas posições patológicas.

(Jorge Andréa)
Fonte: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG e
Casa Espírita Portal Da Luz-Uberaba-MG.

Característica dos Fluidos

Os fluidos espirituais não possuem qualidade sui generis, mas sim, qualidades do indivíduo que os elaborou. Em decorrência então da evolução espiritual e das peculiaridades particulares de cada pessoa, os fluidos irão assumir características diversas:

a) Pureza: varia ao infinito e depende do grau de evolução moral que a criatura já alcançou. Os fluidos menos puros, densos, grosseiros, formam a atmosfera espiritual do planeta, em decorrência do atraso espiritual que ainda caracteriza a população de Espíritos vinculados ao orbe terrestre. Os fluidos espirituais vão se eterizando e se sutilizando à medida que se afastam da crosta, assumindo um grau de pureza sempre crescentes. As esferas espirituais mais afastadas da superfície da Terra são formadas dos fluidos mais puros em virtude de serem habitadas por entidades moralmente mais elevadas.

b) Propriedades Físicas: os fluidos espirituais apresentam características físicas como: odor, coloração, temperatura, etc. Pessoas portadoras de sensibilidade mediúnica podem perceber essas características.

c) Qualidade dos Fluidos: têm conseqüências de importância capital a qualidade dos fluidos espirituais. Sendo esses fluidos formados a partir do pensamento e, podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar. Será, portanto, a soma dos sentimentos da individualidade, o “raio da emoção”, na expressão de André Luiz, que irá qualificar o fluido, dando a ele potencialidades superiores ou inferiores. Nesse sentido, os fluidos vão trazer o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, hipocrisia, de bondade, de paz, etc. A qualidade dos fluidos será, em síntese, o reflexo de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade. Assim sendo, encontra-se-á fluidos balsamizantes, alimentícios, vivificadores, estimulantes, anestesiantes, curativos, soníferos, enfermiços, etc.

Fluidos e Perispírito

Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica a dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto por sua expansão e sua irradiação com eles se confunde.Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno reage sobre o organismos materiais com que se acha em contato íntimo. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas e mentais das mais sérias. Muitas enfermidades têm sua gênese nesta absorção de natureza infeliz.

Bibliografia:
1) A Gênese – Allan Kardec
2) No Invisível – Léon Denis
3) Evolução em Dois Mundos – André Luiz/Chico Xavier

 

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