A Lei de Causa e Efeito

causa e efey

Uma das leis mais faladas na doutrina espírita é a de causa e efeito ou também conhecida como lei de ação e reação. Para este estudo é necessário trazer os conceitos de causa e efeito. Em resumo ; a causa seria a origem, o porquê de uma manifestação ou uma ocorrência e o efeito seria a sua consequência direta, consequência de algum ato ou ação anterior a este.

Visto isso, podemos agora analisar segundo os ensinamentos da doutrina espírita como a lei de causa e efeito nos rege a marcha evolutiva. Sendo Deus, infinitamente justo e bom, a inteligência suprema a gerir todo o universo, causa primária de todas as coisas (vide pergunta 1 do Livro dos espíritos) temos então nele a justiça sem igual do universo. Sendo então Ele justo e bom sua lei tem de ser ,também , justa e boa. Neste caso imaginemos que um ato muito danoso seja cometido, não há como desfazer o ato após ter sido feito, logo seu efeito se dará imediatamente após a causa, com mais ou menos rapidez conforme cada ato feito.

Tendo em vista isso se por exemplo lançarmos uma pedra em outrem o efeito não poderá ser diferente do dano causado. Em outras palavras o que fazemos corre por nossa conta mas as consequências do que fazemos são efeitos involuntários e obrigatórios. Se em uma encarnação cometemos o assassinato de alguém, a causa foi nossa escolha – o assassinato – e o efeito é obrigatório – no caso a possível desencarnação da vítima , a pena da lei humana para este ato e a pena divina – e sendo obrigatório o efeito juntamente da causa se tornam uma lei da natureza, uma lei que podemos observar nos estudos de física clássica e nos demonstra de forma simples como esta lei natural se dá de forma perfeita e harmoniosa.

A todo ato da vida moral do homem corresponderia uma reação semelhante dirigida a ele, seja nesta encarnação ou numa próxima, Jesus nos fala que a todos será cobrado aquilo que fizestes durante sua vida. No evangelho, os espíritos nos trazem a reflexão de como somos responsáveis por nossos sofrimentos atuais em muitas das circunstancias. Somos consequências de nosso passado, se estamos bem é porque fizemos o bem, se estamos mal é porque em algum momento fizemos o mal.

4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida. Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Bem-aventurados os aflitos Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição. A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.

Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

(Evangelho segundo o espiritismo, Cap. V , Bem-aventurados os aflitos, editora FEB)

Ninguém foge a lei. Se fizeres, pagarás, se não agora noutra vida. Estamos sempre a contrair ou a subtrair débitos e por isso a importância de reconhecer esta lei de amor divino e justiça que nos rege rumo a evolução moral do ser. Evitar contrair mais consequências nefastas devido a nossa invigilância durante a encarnação se faz mister para um futuro de menos sofrimento.

Seguindo-se a lei de Deus os espíritos dos homens encontram em seus sofrimentos a oportunidade de amenizar dívidas morais passadas e entender que conforme passarem pelas aflições da vida será conforme a vida lhes será dali por diante. Sejamos firmes em nossa convicção no amor e amparo divinos e nossos espíritos estarão sempre felizes em colher as consequências de seus bons atos, Muita paz!

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3 comentários sobre “A Lei de Causa e Efeito

  1. […] Para o espírita, a doutrina se torna importante base para a compreensão e apoio diante das dificuldades. Através dela temos o entendimento do porquê e com isso passamos a saber como lidar com os mais diversos reveses da vida. Através do conhecimento de nós mesmos e dos nossos defeitos, dos efeitos de nos mantermos em erro e da necessidade de evoluirmos nós acabamos tendo forças para suportar com resignação e amor as provações impostas pela lei de Causa e efeito. […]

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