Emancipação da Alma e Projeção astral

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O espírito não dorme. O corpo ao repousar possibilita ao espírito um grau de liberdade maior do que durante a vigília. Isso se da pelo fato de apenas as funções vitais estarem sendo utilizadas em um corpo ao cair do sono. Durante esta fase do  dia o espírito não encontra-se em vigília, ou seja, em estado racional de controle sobre o corpo material.

Desse modo, O espírito se “desprende” do corpo material, mantendo-se ligado ao mesmo por um laço fluídico. Lembre-se esse laço é o que diferencia a emancipação espiritual do desencarne. Durante esta fase do dia o espírito tem liberdade relativa com relação a sua locomoção para longe do corpo físico e não só no âmbito espacial material mas também no espiritual.

Muitos espíritos acabam parando no outro lado do mundo se atraídos para este espaço físico por algum motivo específico. Esses motivos podem ser muitos, desde atração entre pessoas de mesma sintonia afastadas por meio mundo até mesmo atrações por eventos mais ou menos sublimes conforme o grau de adiantamento de cada indivíduo.

Existem também os espíritos que se desprendem e vão parar em espaços espirituais além da terra mesmo, podendo visitar até colônias espirituais, outros planetas e outras colônias espirituais de outros planetas. O espírito não possui limites, o limite dele é o seu pensamento.

O que fica claro é que normalmente o espírito é levado a um determinado lugar pela sua vibração, o que indica que, querendo ou não, o espírito estará aonde mais se identifica a sua energia. Se o espírito é um espírito entregue aos vícios, aos excessos ele encontra-se-á em local onde tais excessos e exageros sejam ambiente comum. Assim um espírito que é viciado em álcool ou em drogas pode acabar em boates, ou becos de uso de drogas onde a energia fluídica local vibra conforme a energia que o espírito está emanando.

O contrário também se dá , quando um espírito bom, focado em estudar e aprender pode emancipar-se e ir parar numa colônia espiritual, numa palestra espiritual ou estudando com outros espíritos superiores.

Daí a importância da oração antes do sono físico. A oração nos reconecta com a espiritualidade amiga e com Deus, além, é claro, de nos reequilibrar as energias o que facilita ao espírito ter uma emancipação mais branda e com possibilidades mais saudáveis para a noite fora do corpo.

Já dissemos no artigo sobre sonhos como eles podem ser reflexos do que a alma emancipada vivenciou durante o período de repouso corporal. Isso explica por que normalmente ao vermos um filme de terror temos pesadelos e acordamos com uma má sensação. O espírito provavelmente ficou com impressões e vibrações negativas do filme e ao se libertar por falta de oração ou de cuidado foi arrastado para locais que vibrassem conforme o filme. Isso é claro que é somente um exemplo e muito pode estar por trás de sonhos ruins e de emancipações da alma.

Já a viagem astral é algo muito mais voluntário. A lembrança é nítida e o espírito parece estar sob total controle de sua vontade. É normalmente feita por necessidades específicas , sejam mediúnicas ou sejam de aprendizado e evolução espiritual. Chico Xavier narra uma viagem astral que havia feito ao planeta Júpiter por exemplo. Tal assunto será bem abordado no livro dos médiuns. Basta entendermos por agora que a projeção astral é uma das habilidades que os espíritos podem desenvolver através da mediunidade.

Deixaremos agora aqui a pergunta de O livro dos espíritos 402 e sua resposta aonde encontramos muitos esclarecimentos sobre o tema:

402. Como podemos julgar da liberdade dos espíritos durante o sono?

“Através dos sonhos. Acredita-o: quando o corpo repousa, o espírito possui mais faculdades do que no estado de vigília; tem a lembrança do passado e, algumas vezes, a previsão do futuro; adquire maior potência e pode comunicar-se com os outros espíritos, quer deste mundo, quer de um outro. Dizes, com frequência: tive um sonho estranho, um sonho horrível, mas que não tem verossimilhança alguma; tu te enganas; frequentemente, é uma lembrança dos lugares e das coisas que viste ou verás, numa outra existência ou num outro momento. O corpo estando adormecido, o espírito tenta quebrar suas correntes, pesquisando no passado ou no futuro.

Pobres homens, como conheceis pouco os fenômenos mais comuns da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais vulgares vos confundem; a estas perguntas que todas as crianças fazem: O que fazemos quando dormimos? O que são os sonhos? Ficais embaraçados. O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo. Quando dormimos, ficamos, durante certo tempo, no estado em que nos encontraremos, de uma maneira fixa, depois da morte. Os espíritos que rapidamente se desligaram da matéria, por ocasião de sua morte, tiveram sonos inteligentes; esses, quando dormem, juntam-se à sociedade dos outros seres superiores a eles; com eles viajam, conversam e se instruem; trabalham mesmo em obras que, ao morrerem, acham-se inteiramente concluídas. Isto deve vos ensinar, ainda uma vez, a não temer a morte, visto que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo. Isto, para os espíritos elevados; mas, quanto à massa dos homens que, por ocasião da morte, têm de permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que já vos falaram, estes vão, ora para mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, ora em busca dos prazeres talvez ainda mais baixos do que aqueles que aqui têm; vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professam no vosso meio. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao despertar, ligados pelo coração com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. O que também explica essas antipatias invencíveis é que sabemos, no fundo do nosso coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque nós as conhecemos sem jamais tê-las visto
com os olhos. É ainda o que explica a indiferença, visto que não se procura fazer novos amigos, quando se sabe que existem outros que nos amam e nos querem. Numa palavra, o sono influi, sobre a vossa vida, mais do que imaginais.

Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos, e é isto o que faz com que os espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós. Deus quis que, durante o contato deles com o vício, eles pudessem ir se retemperar na fonte do bem, para eles próprios não falirem, eles que tinham vindo para instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para irem em direção a seus amigos do céu; é a recreação após o trabalho, enquanto aguardam a grande libertação, a liberação final, que deve restituí-los ao meio que lhes é próprio. O sonho é a lembrança do que o vosso espírito viu, durante o sono; mas observai que não sonhais sempre, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. É vossa alma que não está em toda sua potência; frequentemente, é apenas a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa chegada, a que se soma o que fizestes ou o que vos preocupa no estado de vigília; sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm os mais sábios, assim como os mais simples? Os maus espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas. Aliás, dentro em pouco, vereis vulgarizar-se uma outra espécie de sonhos; ela é tão antiga quanto a que conheceis, mas a ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: este sonho é a lembrança da alma inteiramente desligada do corpo, a recordação dessa segunda vida de que vos falava ainda há pouco.
Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos entre aqueles de que vos lembrais; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos à vossa fé.”

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se tornou mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí, uma espécie de clarividência indefinida que se estende aos lugares mais afastados ou que nunca se viram e, algumas vezes, até em outros mundos. Daí, também, a lembrança que traz à memória os acontecimentos efetuados na existência presente ou nas existências anteriores; as estranhas imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas com as coisas do mundo atual, formam esses conjuntos singulares e confusos que parecem não ter sentido ou ligação. A incoerência dos sonhos se explica, ainda, pelas lacunas que produz a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho. Seria, assim, como uma narrativa da qual tivessem truncado, ao acaso, frases ou partes de frases: os fragmentos restantes, sendo reunidos, não teriam qualquer significado racional.

Aconselhamos o estudo do capítulo em que se encontra esta pergunta para maiores entendimentos, bem como a leitura do nosso artigo sobre Sonhos para facilitar a compreensão desse estudo. Buscaremos após fazer um artigo sobre as características fluídicas dessa situação. Leiam sempre o livro dos espíritos como base de conhecimento espírita e busquem aprofundamento em obras auxiliares. Bons estudos! Muita paz!

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