O destino das crianças desencarnadas

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Apresentamos nesta edição o tema no 69 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, de acordo com o programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.

Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.

Questões para debate

1. Que é erraticidade?

2. Podemos dizer que todo Espírito desencarnado é um Espírito errante?

3. No estado de erraticidade, os Espíritos fazem alguma coisa?

4. A encarnação é necessária ao Espírito errante?

5. Como entender a morte de uma criança em tenra idade? Continuar lendo

Os Habitantes do Mundo Espiritual

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O primeiro cuidado de quem aporta a um país estrangeiro é procurar conhecer os usos e os costumes de seus habitantes. A prudência manda que o viajante assim proceda, para evitar imprevistos desagradáveis e para  saber como se comportar. A mediunidade nos leva ao infinito mundo espiritual, que também tem suas leis, usos e costumes próprios.
Um erro supor-se que a morte concede ao espírito a sabedoria plena ou a inteira posse do sentimento; não lhe dá nem uma nem outra coisa; o espírito desencarnado continuará a ser o mesmo que era quando encarnado. Era o encarnado uma pessoa bondosa? A morte o fará um espírito bom. Era uma pessoa de mau coração? Continuar lendo

Deus e o Infinito

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Deus – A Inteligência Suprema

A Doutrina Espírita rejeita a fé cega. Defende, com argumentos, a fé raciocinada, conduzindo as pessoas a não acreditarem, simplesmente por acreditar, mas a saber  porque acreditam em algo. E a principal delas é defender a prova da existência de Deus. Tanto é o cuidado de não personificá-lo que a primeira pergunta de O Livro dos Espíritos a expressão “Quem é Deus” foi substituída por “Que é Deus?”

A resposta: “Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”. 

Argumenta que a prova da existência de Deus está no axioma: “Não há efeito sem causa”. E o livro Obras Póstumas, em seu primeiro capítulo, exalta Deus numa profissão de fé espírita raciocinada, com muita propriedade. Justifica: “Vemos incessantemente uma multidão inumerável de efeitos, cuja causa não está impossibilitada de reproduzi-los, e mesmo de explicá-los: a causa está, pois, acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Iahveh, Deus, Alá, Brama, Fo-hi, Grande Espírito etc, segundo as línguas, os tempos e os lugares”

E esclarece: “Esses efeitos, de nenhum modo, não se produzem ao acaso, fortuitamente e sem ordem; desde a organização do menor inseto, e do maior grão, até à lei que rege os mundos circulando no espaço, tudo atesta um pensamento, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as concepções humanas. Essa causa é, pois, soberanamente inteligente”.

Para aprofundar o tema Obras Póstumas, livro publicado após o desencarne (morte) do codificador do Espiritismo, Allan Kardec, com textos escritos por ele, durante aquela encarnação, sintetiza a definição de Deus como sendo um ser “eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom”. Para não deixar os leitores perdidos, num resumo vago, tem ainda a preocupação de “mastigar” cada
item.

Vejam só: “Deus é eterno porque se tivesse tido um começo, alguma coisa teria existido antes dele; teria saído do nada, ou bem teria sido criado, ele mesmo, por um ser anterior. Assim é que, de passo a passo, remontamos ao infinito na eternidade”.

Já a imutabilidade é entendida assim, porque se tivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade. Imaterial quer dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, de outro modo estaria sujeito às flutuações e às transformações da matéria, e não seria imutável. “É único, porque se houvesse vários deuses, teria várias vontades e desde então não teria uma unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo”.

A onipotência é argumentada pelo fato de ser único. “Se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais poderosa do que ele; não teria feito todas as coisas e as que não tivesse feito, seriam a obra de um outro Deus. É soberanamente justo e bom, porque a sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite duvidar nem da sua justiça, nem da sua bondade”

Enfim, concluímos que Deus é infinito em todas as suas perfeições. E ainda arremata Supondo-se imperfeito um só dos atributos Dele, se se diminui a menor parcela da eternidade, da imutabilidade, da imaterialidade, da unidade, da onipotência, da justiça e da bondade de Deus, pode-se supor um outro ser possuindo o que lhe faltaria, e esse ser, mais perfeito do que ele, seria Deus.

O Desencarne de Entes Queridos

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Não há dúvidas de que o Espiritismo compreende a existência na Terra como uma etapa da nossa vida de espíritos imortais. Como bem registrado no livro “O Céu e o Inferno”, no capítulo II da primeira parte, os espíritas aguardam a morte do corpo como um “despontar do sol após uma noite de tempestade”. Mas se os espíritas possuem essa visão da existência terrena, por que muitas vezes choram quando um ente querido desencarna?

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Procedimento do espírita em um velório

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“Deus não nos criou para nos matar. Ele não é Deus de mortos. É Deus de vivos”.
“O que morre é célula, matéria física. O espirito é imortal”.

A morte é um fenômeno .

Assim, encaremos a desencarnação de ânimo resignado, confiando em Deus que a tudo vê. É uma passagem, viagem para outro plano da vida. Continuar lendo

5 tarefas das equipes de desligamento para a morte

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Somente alguns espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta. Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.

Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de “completo”, eles realizam as seguintes tarefas: Continuar lendo

Morte e Desencarne

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“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! 
entrará no reino dos céus, mas aquele que 
faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
(Mateus 7:21)

Morrer e desencarnar

Existe diferença entre morrer e desencarnar? A morte e a desencarnação ocorrem simultaneamente? O que pode prender o espírito ao seu corpo físico? É possível, em vida, se preparar para uma desencarnação mais rápida. Continuar lendo

As Funções do Perispírito

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Reveste o espírito quando desencarnado, serve de intermediário entre o espírito e o corpo durante a encarnação. Do corpo para o espírito, transmite sensações;do Espírito para o corpo, transmite impressões. Sabe-se hoje, que o perispírito é um ‘revestimento’ por natureza denso. É nele que o espírito já desencarnado tem assim pressões de sede, calor, frio, dor, fenômenos estes que não devem ser confundidos com os de ordem moral, tais como o remorso, arrependimento e outros, vividos na intimidade da própria consciência, cujo envoltório etéreo não encontra analogia neste mundo. A dor que ele sente não é propriamente física, mas um vago sentimento íntimo que o próprio espírito não entende, porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes externos. Seria mais uma recordação que realidade, não deixando de ser menos penosa.

O corpo fluídico que o homem possui é o transmissor de nossas impressões, sensações e lembranças anteriores a vida atual, inacessível a destruição pela morte, é admirável instrumento que para si a alma constrói e que aperfeiçoa através dos tempos; é o resultado de longo passado. Nele se conservam os instintos, acumulam-se as forças, fixam-se as aquisições de nossas múltiplas existências e os frutos de nossa lenta e penosa evolução. Daí resulta que, pela constante orientação de nossas idéias e aspirações, de nossos apetites e procedimentos em um sentido ou noutro, pouco a pouco fabricamos um ENVOLTÓRIO SUTIL, reclamando as belas e nobres imagens, acessível as mais delicadas sensações, ou um sombrio domicílio, uma lúgubre prisão em que, depois da morte, a alma se encontra sepultada como num túmulo.

Assim cria o homem para si mesmo o bem ou o mau,a alegria ou o sofrimento. Possui todo Espírito os inestimáveis recursos para a felicidade como para a desdita, competindo-lhe moralizar-se, elevar-se. Dia a dia, lentamente, constrói seu destino. Em si mesmo está gravada a sua obra.

*Quando dizemos que os espíritos são inacessíveis às impressões da matéria que conhecemos, referimo-nos aos Espíritos mais elevados.*

O perispírito define a individualidade, identifica a posição evolutiva do princípio espiritual ( já que o espírito não tem forma), exerce função reparadora, molda o corpo ( no processo reencarnatória); é responsável por todos os fenômenos vitas do soma; veicula a mediunidade.

Uma das mais extraordinárias funções do perispírito é a do elemento reparador, diante de acidentes corporais a que todos estamos sujeitos, quer nas enfermidades sem origem cármica, que podemos desenvolver em nosso corpo por meio de abusos e imprevidência, quer em desastres de pequena ou grande proporção que possam nos atingir. (Obs. : Carma – em sânscrito ( hindu ) significa ação, mas a rigor designa causa e efeito, tendo em vista que todo movimento ou ação procedem de uma causa ou de impulsos anteriores. Essa palavra deverá expressar sempre a conta de cada um de nós, englobando débitos e créditos que, em particular, nos digam respeito, que sejam de nossa responsabilidade ).

Sempre que o corpo carnal é ferido, em razão da lesão, não atingir também o perispírito, este como ORGANIZADOR BIOLÓGICO, força a correção da parte ferida através de INFLUENCIAÇÕES PODEROSAS, não só conseguindo restaurar os casos de extrema complicação, como os de amputação, por exemplo. Fato conhecido é que, mesmo nestes casos, as pessoas continuam a sentir dores nos locais dos membros amputados, comprovando a permanência intacta da contraparte etérica, o perispírito.

 

BIBLIOGRAFIA
A Gênese – Allan Kardec.
O Céu e o Inferno – Allan Kardec.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
Obras Póstumas – Allan Kardec.
Ação e Reação – André Luiz.
Entre o Céu e a Terra – André Luiz.
Evolução em Dois Mundos – André Luiz.
Missionários da Luz – André Luiz.
Nos Domínios da Mediunidade – André Luiz.
O Pensamento de Emmanuel – Martins Peralva.
Perispírito – João Sérgio Cell.
A Alma é imortal – Gabriel Dellane.
Evolução Anímica – Gabriel Dellane.
Reencarnação – Roque Jacintho.
Os Bastidores da Obsessão – Manoel Philomeno de Miranda.

O perispírito e a Lei de Causa e efeito

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“A cada um será dado de acordo com as suas obras”. – Jesus. (Mt., 16:27.)

A Alma está durante a vida material, assim como depois da “morte”, sempre revestida de um invólucro fluídico, mais ou menos sutil e etéreo que Allan Kardec denominou perispírito. Na verdade, ele é um conglomerado energético, constituído de várias camadas de campos de força, que se liga ao Espírito pelo lado mais quintessenciado e pelo lado mais denso ao corpo somático. Continuar lendo

Emancipação da Alma e Projeção astral

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O espírito não dorme. O corpo ao repousar possibilita ao espírito um grau de liberdade maior do que durante a vigília. Isso se da pelo fato de apenas as funções vitais estarem sendo utilizadas em um corpo ao cair do sono. Durante esta fase do  dia o espírito não encontra-se em vigília, ou seja, em estado racional de controle sobre o corpo material. Continuar lendo